7 fatos pouco conhecidos sobre a cachaça (…até agora)

Tempo de leitura: 9 minutos

O que você sabe sobre nossa Cachaça? O que é mito e o que são fatos para você?

E o que gostaria de saber?

Em 500 anos de vida nossa branquinha (ou amarelinha) acumulou histórias curiosas.

E hoje nós resolvemos compartilhar aqui 7 fatos pouco conhecidos (…até agora) sobre a nossa Cachaça!

E vamos começar pelo dia 13 de setembro!

De onde surgiu esta data? Por que 13 de setembro?

Para responder estas e outras perguntas, preparamos um post especial sobre o assunto!

Leia até o fim e tire as suas dúvidas! Você vai ver:

 7 Fatos que você deveria saber sobre a história da Cachaça.

Antes de entrarmos no assunto que trouxe você até aqui, vamos esclarecer uma coisa!

A data 13 de setembro não é atribuída à Cachaça por acaso.

O dia marca o início de uma luta que durou cinco meses e começou com a revolta dos donos de alambiques que protestavam contra os altos impostos sobre a Cachaça.

Briga por imposto originou o dia da Cachaça

 

As taxas eram cobradas para inibir a produção da bebida nacional, forçando assim os nobres da época a tomarem apenas o vinho e a bagaceira, ambos produzidos em Portugal.

O movimento, que ficou marcado como a primeira insurreição contra a Coroa portuguesa deu início ao orgulho sobre nossa Cachaça.

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Veja agora 7 fatos que talvez você ainda não conheça sobre a Cachaça!

# Fato 1 – Os Portugueses inventaram a Cachaça por abstinência

Existem relatos de que a abstinência dos portugueses no período da colonização pode ter sido um dos principais pontos de partida para a invenção da Cachaça.

Neste tempo o costume entre as famílias mais ricas dos colonizadores era tomar a bagaceira, um destilado português feito com o bagaço da uva.

Ocorre que por muitas vezes a bebida demorava a chegar em terras brasileiras e veio então a necessidade de se buscar alternativas por aqui mesmo.

O vinho da cana-de-açúcar, produzido de forma rústica, começou então a ser destilado.

#Fato 2 – médicos receitavam e até tomavam a branquinha

Não foram poucos os usos da aguardente com finalidades medicinais, esta cultura é antiga e os próprios egípcios já usavam a “aqua ardens” (água ardente) para inalação.

A Caipirinha nasceu como remédio para combater a gripe espanhola que se espalhava por São Paulo em 1918.

Também existem relatos históricos da cidade de São Paulo dão conta de que no século XVIII a aguardente de cana era utilizada para combater o sarampo e até mesmo a Varíola.

Juntas as doenças, trazidas pelos brancos, dizimaram milhares de índios no período colonial.

Guilherme Piso, médico naturalista holandês que esteve no nordeste entre os anos de 1638 e 1644.

Neste período escreveu o que é considerado uma das maiores obras científicas do Brasil de todos os tempos.

O médico reservou um trecho importante para os benefícios da cana-de-açúcar no tratamento de várias doenças.

# Fato 3 – Alguns nomes que a Cachaça já teve ou tem até hoje

O dicionário Folclórico da Cachaça, escrito por Mario Souto Maior, que o diga: há pelo menos três mil apelidos para a bebida registrados no livro.

Mas vem de longe a criatividade brasileira para botar nome na branquinha, ops, Cachaça!

Quando a bebida começou a ser produzida, ainda no período colonial, já recebeu o apelido de “Aguardente da Terra”.

O termo era uma clara referência ao destilado produzido aqui no Brasil e que competia diretamente com a Bagaceira.

“Aguardente da Terra” também foi  expressão muito utilizada em revoltas nacionalistas, como a Inconfidência Mineira, onde se bebia a Cachaça nas reuniões secretas.

Conta-se também que Tiradentes, como último desejo antes da forca, pediu para molhar a goela com a Aguardente da Terra.

A atitude teria sido de extrema simbologia para a causa da Inconfidência.

Mas os apelidos já fazem parte do cotidiano da Cachaça há muito tempo, como mostram os exemplos abaixo:

Vinho de Mel – Portugal em 1649
Cachaça – Brasil em 1660
Geribita – Bahia em 1668
Aguardente do País em 1679
Aguardente de Cachaça no século XVII
Aguardente de Cana no século XVII
Aguardente do País no século XVII
Aguardente feita de Açúcar no século XVII
Aguardente Que na Terra se Lavra no século XVII
Agoardente em 1711
Geribita da Terra  em 1757
Pinga em 1773
Água Ardente em 1774
Caninha em 1867
Paraty no Século XVIII
Januária no século XX
Salinas no século XX

#Fato 4 – Presidente cria a Lei da Cachaça. Você sabe quem foi?

 

Relatos históricos dão conta de que em 1755 a branquinha já era considerada oficialmente como Cachaça até mesmo por políticos.

Nesta época o então governador da Capitania de Minas Gerais, em atendimento a uma ordem da Coroa, mandou que se cumprisse a ordem para “paralisar a produção da Cachaça”.

O fato é citado como um dos primeiros registros oficiais de que as autoridades brasileiras já chamavam o destilado nacional com o nome que temos hoje.

Mas foi somente em 1996 que o presidente Fernando Henrique Cardoso passou a mão na caneta e decretou a Cachaça como produto tipicamente brasileiro.

Em 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva regulamentou o decreto 4.851, que torna a Cachaça legalmente um produto nacional.

Também foi editado um texto que regulamenta as normas de produção e comercialização.

Criou-se então a Instrução Normativa número 13.

Com ela, toda Cachaça produzida e vendida no Brasil precisa ter o aval do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA.

A medida tem o objetivo de estabelecer rigorosos cuidados na produção e comercialização da Cachaça, visando proteger o consumidor.

#Fato 5 – Não tinha polícia? Sem problema, a Cachaça garantia a segurança

Bem no comecinho da colonização não havia força policial formada, tão pouco Exército a disposição da sociedade.

Neste caso, a orientação da Coroa era para que os engenhos fossem construídos como se fossem fortalezas para combater as invasões que eram corriqueiras na época.

A prática foi seguida, principalmente no Nordeste de forma geral, já que eram sempre por lá as históricas tentativas de ataque.

Somente em 1624, com a invasão holandesa, é que os exércitos regulares começaram a ser formados e os quartéis construídos para abrigar os soldados.

Boa parte do dinheiro usado para financiar tudo isso veio dos impostos sobre a venda da Cachaça.

#Fato 6 – Sabe como começou a escola pública no Brasil? Com a Cachaça!

Em 1752 a Igreja católica exercia influência nas decisões políticas e isso incomodava Portugal, que resolveu afastar os padres da função de educar.

Com isso acabou o dinheiro que vinha da Igreja, então a solução foi taxar a Cachaça e usar os recursos para financiar a nova escola.

A ordem era que a cada 30 litros de Cachaça vendidos, mil e quinhentos Reis iriam direto para uma espécie imposto literário, que foi cobrado até 1831.

Verifica-se aí que os impostos da Cachaça são parte importante da origem da educação pública no Brasil.

#Fato 7 –  O escravo não criou a Cachaça, mas ajudou a aumentar o consumo

Se você ainda não recebeu, certamente ainda vai receber em seu celular a história de que o Escravo inventou a Cachaça.

Isso é mito! Veja porque:

No início do período colonial era a extração do Pau Brasil o grande impulsionador da economia.

A chegada da cana-de-açúcar mudou tudo e o país conheceu a chamada febre do ouro branco, como ficou conhecido o açúcar.

Mas para movimentar moendas dos engenhos que se multiplicavam em todo território nacional, era necessária a mão-de-obra escrava.

Primeiro tentou-se forçar os índios, mas com o protesto dos jesuítas, deixou-se a força indígena de lado.

E passou-se a usar a mão-de-obra escrava.

Mas antes mesmo do negro africano pegar na foice para cortar a cana, os portugueses já produziam Cachaça.

Aprenderam com os árabes, que inventaram o alambique por volta do ano 800 antes de Cristo.

O negro africano trabalhava de sol a sol e para aguentar o tranco a solução era beber Cachaça, que era vista como uma importante fonte de energia.

Além disso, a Cachaça também foi amplamente utilizada como moeda de troca por escravos.

Na África a bebida era apreciada pelos traficantes de escravos

Os negros eram “comprados” com a Cachaça e traficados para a América.

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Um brinde e até nosso próximo encontro!

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