Veja como usar sua própria história na criação de uma boa Cachaça

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Que maneira de apreciar uma boa cachaça poderia ser melhor do que entre amigos? E se a Cachaça for inspirada em uma amizade que resiste e travessa as intempéries do tempo e do vento? É exatamente desta forma que nasce a Serigote, uma Cachaça Premium cercada de cuidados que vão desde uma boa produção pela família Kunz, que desde a década de 1930 produz vinho e cerveja, sempre com muito zelo e qualidade. A Serigote é uma Cachaça para começar a ser degustada com os olhos (como deve ser todas as outras). Mas neste quesito ela abusa. Utiliza a história da própria família Kunz na deliciosa aventura da sobrevivência pelas Serras Gaúchas. O resultado são obras de arte traduzidas em rótulos de Cachaça.

Mas de onde vem e o que significa Serigote?

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Sempre que se pensa em criar um rótulo de Cachaça, muitos fatores devem ser levados em consideração. A sonoridade, a conexão com o público consumidor, o comprador diante de uma gôndola de Cachaças…Como ele reagirá? E no balcão? Ei moço me dá uma dose de…Sim, isso tudo deve ser levado em consideração. Ou não! É possível criar um bom rótulo usando tão somente uma relação emocional com seu próprio legado. Assim nasceu a Serigote. E para contar a origem deste rebento, nada melhor que recorrer a sua majestade: a história! O personagem Erwin Kunz, “o Serigote”, e sua família estão presentes na obra O Tempo e o Vento, do escritor Érico Veríssimo. A palavra Serigote é uma espécie de deturpação da expressão alemã sehr gut (muito bom). O termo foi utilizado para traduzir a sensação de utilizar uma espécie de sela muito confortável apresentada ao povo gaúcho pelos colonizadores alemães.

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E Érico Veríssimo eternizou a Família Kunz

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Foi no comecinho do século vinte que o escritor gaúcho conheceu a família Kuns e chegou a se hospedar na casa dos novos amigos, enquanto produzia seu épico O Tempo e o Vento. O carinho foi tão grande que na primeira parte da trilogia, quando se narra a chegada dos imigrantes alemães a Santa Fé, em 1833, a família chefiada por Erwin Kunz é homenageada e eternizada. No livro Kunz recebe a alcunha de Serigote, nome agora emprestado à primeira Cachaça produzida pela família que desde 1930 se especializou em produzir vinho e Cerveja, tocando por seis gerações a Petronius Beverage. Para que você possa entender a relação de carinho entre a família e a Cachaça, o blog Brasil no Copo separou este trecho de vídeo onde Emílio Kunz Neto conta um pouquinho da trajetória da família Kunz que vai da produção de fermentados à destilação da boa cachaça. Veja:

Um depoimento pessoal

Eu não poderia encerrar este post sem contar minha experiência pessoal com o escritor Érico Veríssimo. Aos 16 anos tomei contato com o livro “Olhai os Lírios do Campo”, do escritor gaúcho. Li e reli e não queria mais parar de ler. Eu estava completamente entregue ao incrível universo literário, seduzido pela escrita de um dos maiores gênios que nossa literatura foi capaz de produzir. Hoje ao escrever sobre Cachaça, me vejo de novo as voltas com o inspirador, num reencontro que não tinha mesmo o direito de ser de outra forma. Não provei a Serigote, mas mesmo que jamais o faça, pouca ou quase nenhuma diferença se notará. Já “bebi” Érico Veríssimo. Já me embriaguei de palavras colocadas ora em verso, ora em prosas. Isso por si só, já basta! Pra mim tudo começa em Érico Veríssimo e se terminar em Cachaça, tanto melhor! Um brinde a Serigote!!!

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