Descubra a Cachaça do Espírito Santo e surpreenda-se

Descubra a Cachaça do Espírito Santo e surpreenda-se

Tempo de leitura: 8 minutos

Descubra a Cachaça do Espírito Santo!

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Descubra a Cachaça do Espírito Santo

Assim começou minha viagem por um dos estados produtores de Cachaça mais surpreendentes que conheci até hoje.

Primeira parada Aracruz.

Lá encontrei pessoalmente o amigo Ralphe Nolasco e claro, em plena atividade!

Ralphe mostrou detalhes de sua produção orgânica, e os dois alambiques que mantém a base de fogo direto.

O Galpão de envelhecimento é um espetáculo à parte e com uma curiosidade…

Pergunto: por que esta madeira chama-se Castanha do Pará e não Castanheira?

Ralphe então explica que os pés de castanheiras são muito comuns na orla marítima de Vitória e para o povo confundir com infusão de Castanha, era um pulinho só!

E por falar em Castanha, tive a agradável surpresa em provar a Castanheira da Dose Clássica direto do barril!

Cachaça do espírito Santo
Com Ralphe Nolasco e Adão Cellia, no alambique da Cachaça Dose Clássica

Nela encontrei notas de especiarias que ainda não tinha encontrado em nenhuma outra Cachaça envelhecida nesta madeira.

Então, se alguém lançar o desafio: descubra a Cachaça do Espírito Santo, não deixe de passar em Aracruz!

Descubra a Cachaça do Espírito Santo

Parei na Fazenda Tupã, onde fui conhecer os segredos da Princesa Isabel!

Na companhia do amigo e irmão Adão Cellia, um dos caras mais gentis e cavalheiros de toda Cachaça, chegamos à fazenda Tupã.

Adão vai logo avisando que estamos na região conhecida por Baixo do Rio Doce.

O Rio com quase 900 quilômetros de extensão, nasce em Minas Gerais e morre no litoral Capixaba.

Mas não sem antes emprestar a beleza e a generosidade de suas águas para a Fazenda Tupã.

Adão Cellia e seu alambique da Princesa Isabel
Alambique da Cachaça Princesa Isabel às margens do Rio Doce

Foi lá que Adão resolveu consorciar a criação do gado com a produção de Cachaça.

Em homenagem à esposa Isabel, nasceu então a Cachaça Princesa Isabel.

A Cachaça tem muitas particularidades, mas uma delas é preciso ser muito destacada.

Adão é médico de formação e fez questão de levar para sua linha de produção, toda expertise que já usa em suas clínicas, principalmente na questão da limpeza.

O resultado desta e de outras ações, é uma Cachaça branca incrível, frutada e nota certa de garapa fresca.

E claro, cachaça branca boa que entra no barril, só pode dar em Cachaça ainda melhor.

Descubra a Cachaça do Espírito Santo

Cachaça envelhecida em tonéis de Jaqueira na Fazenda Tupã é uma das agradáveis surpresas entre as Cachaças do Espírito Santo.

No ano 2013 marcou a região do Baixo Rio Doce.

Uma chuva muito forte fez o Rio Doce subir e transbordar.

Uma jaqueira que há anos estava na beira do Rio, não resistiu.

Adão Cellia, o dono da Cachaça teve a ideia de transformar a árvore num barril de 5 mil litros.

Depois de um ano de cura, estava pronto o barril pelas mãos do mestre Afonso Locatelli.

Cachaça Princesa Isabel Jaqueira e seu nascimento por acaso!

Uma história que merece ser contada e sobretudo, degustada numa mesa rodeada de bons amigos!

Para finalizar a visita à Fazenda Tupã, provamos o Gin Mar, uma das novidades da fazenda, sobre a qual, falaremos melhor em outro post.

Como Spoiler, só posso dizer que Adão Cellia acertou a mão novamente!

Descubra a Cachaça do Espírito Santo

No dia seguinte, depois de conhecer o canavial incrível da Princesa Isabel partimos para São Roque de Canaã.

A pequena e simpática São Roque de Canaã, tem por volta de 12 mil habitantes e fica a 120 quilômetros de Vitória.

Andar pelas estradas apertadinhas do local é um convite a se deliciar com o cinturão verde que se estende pelas terras locais.

A maioria café, mas a cidade também tem a produção de cerâmica em seu DNA.

A primeira parada, foi no bairro São Bento, onde nosso anfitrião, Afonso Locatelle, produz barris de excelência.

Afonso Locatelle, dono da Cachaça Arte Suprema: sabedoria e muita simplicidade!

E também produz Cachaça, que merecidamente leva o nome de Arte Suprema!

Lá provamos a 3 madeiras, um blend de Cachaças envelhecidas em tonéis de bálsamo, amburana e Jequitibá.

A Cachaça branca produzida por lá, é de se beber de joelhos.

E Afonso tem uma particularidade, ele não sai vendendo a Cachaça por São Roque do Canaã.

Toda produção da fazenda é comercializada ali mesmo, na simpática lojinha local, e sim, tudo que é produzido, vai embora!

A visita à Suprema é mais um reforço ao convite: descubra a Cachaça do Espírito Santo

Descubra a Cachaça do Espírito Santo

Descobrir a Cachaça do Espírito Santo é se encontrar também com a história da colonização italiana.

São Roque do Canaã tem uma origem fortemente ligada à fé católica.

No final do século XIX, os ialianos que chegaram no Espírito Santo formaram povoados ao longo das margens Rio Santa Maria do Rio Doce que hoje conhecemos por São Roque do Canaã.

Na época o apego a São Roque se dava fortemente em combate às pestes que assolavam a região.

Hoje o que se vê, são pequenos distritos todos com nomes de santos, uma verdadeitra tradição católica que há décadas acompanha o povo daquela região.

Então, o primeiro alambique que visitamos é uma homenagem a São Dalmácio.

No local a Cachaça é produzida em grande volume e armazenada em tonéis de madeira.

Foi lá que conheci a Cubi, que por não ser reconhecida como madeira de armazenamento de Cachaça, acabou sendo batizada de Jequitibá.

A Cachaça branca “envelhecida em Cubi”

Mas sensorialmente, há muita diferença.

A começar pela cor, uma Cachaça extremamente cristalina e no sabor, notas muito parecidas com a Cachaça armazenada em freijó.

O Freijó transfere para a Cachaça aromas e sabores de raízes e especiarias, bem boa a Cachaça em Cubi!

Descubra a Cachaça do Espírito Santo

Cachaça São Sebastião, mais uma descoberta prazerosa no Espírito Santo

É preciso um olhar mais atento para descobrir boas Cachaças.

Por isso, recomento neste post que você descubra a Cachaça do Espírito Santo.

Ainda em São Roque do Canaã, paramos para tomar uma boa Cachaça com Delizerio, proprietário da Cachaça São Sebastião.

Do alambique é possível avistar de um lado a exuberante plantação de café.

Do outro, uma represa especialmente construída para resolver o problema da falta de água, que em 2019 quase paralisou a produção.

Nas dornas de fermentação, a capacidade para fermentar até 180 mil litros.

E Delizério avisa: se eu tenho cana, faço um milhão por safra.

E faz mesmo.

Na fábrica, três alambiques com panelas de mil litros cada estão ali só esperando a próxima safra!

A Cachaça, claro, cercada de cuidados, está entre as melhores que provei nesta jornada!

Um brinde à Cachaça São Sebastião!

 Cachaça do Espírito Santo

Por fim, encontramos o alambique da Cachaça Isabelle, ainda não lançada, mas com grande promessa.

O alambique cheira a novo e a técnica de produção, se diferencia das demais.

A Isabelle é produzida em um alambique de três corpos.

Há alguns em funcionamento no Brasil e confesso que as Cachaças que provei até aqui são realmente muito boas.

O alambique de três corpos, a grosso modo, por sua maneira de produção, entrega uma Cachaça que sai das panelas como se tivesse sido bidestilada.

Porém numa única destilação.

Alambique de três corpos da Cachaça Isabelle
Alambique de 3 corpos da Cachaça Isabelle

Para quem não conhece ou não se importa muito com a forma de produção, basta saber que com zêlo, toda Cachaça vai ter suas características sensoriais peculiares.

Minha dica é: prove, prove e prove!

Conta-se na região que São Roque já teve 39 alambiques e muitos deles pertencentes às mesmas famílias.

Alguns eram praticamente parede com parede.

Hoje a cidade conta apenas com 9, mas todos com registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA.

Uma nota triste em nossa aventura de descobrir a Cachaça do Espírito Santo!

Infelizmente não tive tempo para dar uma chegadinha no alambique da Cachaça Santa Terezinha

Meu querido amigo Advalter Menegatti, que é um grande papo, merece mais tempo para degustarmos Cachaça e contar boas histórias!

Por outro lado, já deixamos aqui um compromisso aberto para voltar a um dos lugares mais agradáveis onde tomei Cachaça nesta vida!

Um brinde e até o próximo post!

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Cachaça do Espírito Santo

O Blog Brasil no Copo agradece o apoio da Cachaça Princesa Isabel ao longo desta reportagem!

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